terça-feira, 3 de abril de 2012

Jesus fez vinho alcóolico?



Quatro Fatos introdutórios sobre o vinho:

1. A palavra vinho na Bíblia é um termo genérico.
Algumas vezes significa suco de uva e algumas vezes significa bebida alcoólica. Os versos seguintes provam que a palavra "vinho" pode significar o puro e fresco suco de uva, o fruto da vide: Gen. 40:11; De. 11:14; 2Cr. 31:5; Ne. 13:15; Pr. 3:10; Is. 16:10; 65:8; 1 Ti. 5:23.

2. O contexto irá sempre mostrar quando "vinho" se refere a bebida alcoólica.
Em tais casos, Deus discute os maus efeitos do álcool e alerta contra eles. Um exemplo poderia ser a experiência de Noé após o dilúvio em Gên. 9. No verso 21 lemos: "E bebeu do vinho e embebedou-se; e descobriu-se no meio de sua tenda." Isso claramente se refere à bebida alcoólica. Em Prov. 20:1, se fala da mesma coisa, quando nos é alertado que: "O vinho é escarnecedor, a bebida forte alvoroçadora; e todo aquele que neles errar nunca será sábio." O vinho alcoólico é enganador, mas como? Na exata maneira em que as pessoas estão divulgando hoje, ao dizer que "um pouquinho só não faz mal..." Todo mundo admite que beber muito faz mal, mas isso é o óbvio! O engano está quando uma isca é jogada. E a isca é dizer: "só um pouquinho..." Quando um traficante vai aliciar um adolescente ele também diz: "só um pouquinho..." Isca! Até mesmo as empresas fabricantes de bebidas nos dizem para não dirigir e beber, mas eles insistem que "só um pouquinho não faz mal..." Todavia, isso é exatamente o que é enganoso. Quem é que sabe o quão pouco se deve beber?. Os especialistas nos dizem que cada pessoa é diferente. Só se precisa de um copo para afetar uma pessoa, enquanto que muito mais é preciso para afetar outra. A mesma pessoa vai reagir ao álcool de modo diferente dependendo da quantidade de comida que comeu, dentre outras coisas. Portanto, a idéia de que "só um pouquinho não faz mal" é enganosa e não é sábia! Prov. 23:30-31 se refere ao vinho alcoolizado porque nos diz no verso anterior que aqueles que bebem têm os ais, os pesares, as pelejas, as queixas, as feridas sem causa, os olhos vermelhos. Que descrição gráfica daqueles que se demoram no alcoolismo! Os versos 32 a 35 continuam a mesma descrição. O contexto deixa claro quando o álcool é que está sendo referido.

3. As Escrituras alertam para o perigo de se beber vinho alcoolizado.
A Bíblia é consistente com isso no Velho e no Novo Testamentos. As duas passagens previamente citadas, Prov. 20:1 e 23:29-35, são bons exemplos de alertas contra o consumo de álcool. Prov. 23:32 diz: "No fim picará como a cobra, e como o basilisco morderá." Dor e envenenamento. Por causa da diminuição da barreira moral, o verso 33 mostra que o álcool irá causar que um homem olhe com cobiça para as mulheres estranhas (toda aquela que não seja a esposa) e fale coisas perversas, ou coisas que ele não diria se estivesse sóbrio. O verso 34 prevê aquelas coisas que irão causar a morte precoce daquele que bebe álcool como: afogamentos, ou solidão, ou tonturas. É como a situação de alguém deitado em cima do topo de um mastro. No verso 35, se alerta sobre a anestesia: "espancaram-me e não me doeu"; e sobre o vício evidenciado pela dependência: "quando despertarei? aí então beberei outra vez."
Prov. 31:4-5 ensina: "Não é próprio dos reis, ó Lemuel, não é próprio dos reis beber vinho; nem dos príncipes o desejar bebida forte; para que bebendo, se esqueçam da lei, e pervertam o direito de todos os afllitos." O perigo é óbvio.

A propósito, Prov. 31:6.7 nos dá o único legítimo uso do vinho alcoólico em toda a Bíblia: "Dai bebida forte ao que está prestes a perecer, e o vinho aos amargurados de espírito. Que beba e esqueça da sua pobreza, e da sua miséria não se lembre mais." Isto seria um ato de misericórdia como um anestésico para aliviar moribundos em intensa dor.  Isto todavia não seria para qualquer pessoa como se diz no verso 6: "... ao que está prestes a perecer..." É evidente que naquela época não se tinha anestésicos e medicamentos que aliviam a dor como temos hoje. No nosso tempo não precisamos nem mesmo da única exceção em toda a Bíblia para se ingerir álcool. Nós temos todo o tipo de anestésicos para aliviar a dor daqueles que estão morrendo. Naquela época, entretanto, algum tipo de álcool era o único anestésico disponível pelas pessoas, para os moribundos. O álcool, todavia, é depressivo, não um estimulante como alguns pensam. Depois de alguns goles, se fica tonto e se o caminho continuar, vem o desmaio ou até mesmo o coma alcoólico. Esta passagem, portanto, ensina que a bebida alcoólica seria apenas para a pessoa que está pronta para morrer, onde não haveria mais esperança para sua vida. Tudo que seria possível seria um alívio da dor para ajudar a que se esqueça da sua miséria. Outra passagem é Is. 5:11: "Ai dos que se levantam pela manhã, e seguem a bebedice; e continuam até à noite até que o vinho os esquente!" Obviamente isso é o álcool, pois "inflama." Por que se diz: "Ai dos que..."? O verso 12 responde: "não olham para a obra do SENHOR, nem consideram as obras de Suas mãos." Todo mundo sabe que quando alguém se entrega ao beber vinho alcoolizado, essa pessoa não vai ficar mais espiritual nem mais desejoso de aprender a Palavra de Deus. Ao contrário, isso vai causar que a pessoa ignore ao Senhor. Os versos 13-14 revelam dois outros terríveis resultados da tragédia maior de desprezar a Deus: o povo vai ser cativo (ficar escravizado por algo ou por alguém), e o Inferno vai se alargar, ou seja, essa pessoa será mais um dos milhões de condenados ao Inferno. O beber do álcool causa com que o Inferno seja alargado por receber mais uma pessoa (1Co. 6:10). Deus não deseja que ninguém vá para o Inferno, Ele deu o mais querido e precioso dos dons que Ele poderia dar para resgatar pecadores desse lugar. O Senhor Jesus disse que o Inferno foi preparado para o Diabo e seus anjos (Mat. 25:41). Todavia, por causa do maligno álcool, o Inferno tem tido um alargamento. Aqui está um alerta claro contra o beber álcool, porque Deus não quer que ninguém vá para lá. Seria uma contradição muito grande, a Bíblia ensinar o "beber socialmente" e deixar que isso fosse a isca carnal e Diabólica para que levasse uma só alma preciosa a ser queimada para todo o sempre nas chamas do Inferno.  O risco é grande demais. Aqui, portanto, está um aviso claro, solene, e fatal, contra todo o tipo de bebida alcoólica!

Isso é porque Deus não quer que ninguém vá para o Inferno. Em Is. 28:7, 8 o aviso continua: "Mas também estes erram por causa do vinho, e com a bebida forte se desencaminham; até o sacerdote e o profeta erram por causa da bebida forte; são absorvidos pelo vinho; desencaminham-se por causa da bebida forte; andam errados na visão e tropeçam no juízo. Porque todas as suas mesas estão cheias de vômitos e imundícias, e não há lugar limpo." Que coisa trágica que até mesmo nos dias de Isaías, os profetas e sacerdotes estavam engajados na bebedice de vinho alcoolizado! Vemos então, que o problema de pregadores recomendando álcool não é novo. Seis séculos antes de Cristo o demônio do álcool já fincava suas raízes na religião. 

4. O processo de fazer álcool não é algo natural
Anos atrás eu tinha certeza que se eu pegasse o suco de uva e deixasse por si só sem refrigerá-lo, ele automaticamente com o tempo se tornaria em vinho alcoolizado. Há várias razões pelas quais isso não é verdade. Precisa-se muito mais do que tempo para fazer vinho. Algumas vezes pessoas tentam defender o consumo de álcool dizendo que deve ser bom, uma vez que foi Deus quem o fez. Todavia, de fato Deus não o fez. Foi o homem que aprendeu a fazer o vinho alcoolizado através do processo que ele inventou. Fazedores de vinho sabem que eles devem ter a correta proporção de água, açúcar e temperatura, para fazer vinho. Colocando suco de uva no refrigerador, vai impedir que fermente, pois a temperatura não está certa. Por outro lado, temperatura de um clima quente e tropical também impedirá a fermentação. Nos dias antigos, antes que tivéssemos refrigeração e habilidade de selar à vácuo, as pessoas aprenderam como preservar o suco de uva sem que este se tornasse em vinho alcoolizado. Muitas pessoas o ferviam até que ficava como um creme ou pastoso. Fazendo assim, se preservava por longos períodos de tempo. Quando eles queriam beber, era só adicionar água na proporção desejada e pronto, se tinha o mesmo efeito como se fosse polpa de fruta congelada de hoje.  Nos tempos Bíblicos, ao contrário do que muita gente pensa, não era necessário se beber vinho alcoolizado como uma bebida comum nas refeições. Se recomenda o livro "Bible Wines and the Laws of Fermentation," escrito por William Patton (Challenge Press, Emmaus, PA). Há mais de cem anos atrás, este pregador era o único na sua cidade que acreditava em abstinência total de álcool. Ele viu que era necessário fazer um extenso estudo para ver o que as Escrituras ensinavam a respeito. Este livro é o resultado de suas pesquisas e é o melhor que eu já li sobre o assunto. 

[Editor: Processos naturais apenas irão produzir fermentação sob certas condições muito especiais, mas esses processos, se não forem ajudados pelo homem,  produzirão rapidamente vinagre. A indústria de bebidas alcoólicas é uma atividade muito bem organizada e conduzida pelo homem] 

Agora vem a parte mais longa e importante desse estudo porque muitos que querem continuar na bebida alcoólica insistem que Jesus fez e bebeu vinho alcoólico. Vejamos:


10 Provas que Jesus nunca fez nem bebeu vinho alcoólico:

1. Por causa da Sua Santa Natureza.

 Em Heb. 7:26 lemos que o Senhor Jesus é "santo, inocente, imaculado, separado dos pecadores." Sem dúvida que "Deus se manifestou em carne" (1Tim. 3:16), se tornando o Salvador-Homem. Ele poderia ser visto por qualquer pessoa e elas viam a Sua total santidade. Profanos soldados, por exemplo, que foram enviados para prendê-lO, deram a desculpa de não terem trazido-O, a de que "Nunca homem algum falou assim como este homem." (Jo. 7:46). As palavras de Jesus eram diferentes, Ele sem sombra de dúvida tinha caráter, fala e aparência santos. Por que isso é tão importante? Considere essa ilustração. A palavra "cidra" pode significar o vinho alcoólico ou simplesmente suco de uva. Suponhamos que nós vivêssemos durante os anos de 1920, durante o período da proibição de álcoolismo nos Estados Unidos (aliás um período maravilhoso de diminuição drástica da criminalidade). Suponhamos que se aproximassem duas pessoas oferecendo um gole de cidra. Uma das pessoas, o homem mais santo da cidade, fiel na casa de Deus, separado do mundo, diligente em suas orações, e sempre testemunhando a outros; o outro um vendedor de bebida alcoólica. Se ambos oferecessem um gole de sua "cidra," nós assumiríamos que o que o homem santo estava a oferecer era suco de uva e não haveria dúvida alguma sobre o que o vendedor de álcool estava se referindo. Obviamente, o caráter da pessoa influencia o que essa pessoa faz. Desde que Jesus Cristo era "santo, inocente, imaculado, separado dos pecadores," nós podemos assumir seguramente que Ele não faria o aquilo que as Escrituras chamam de algo escarnecedor, enganador dos homens, algo que causa desgraças indescritíveis.


2. Por que Ele não poderia contradizer as Escrituras.

 Em Mt. 5:17-18, Cristo deixou muito claro dizendo: Não cuideis que vim destruir a lei ou os profetas: não vim abrogar mas cumprir. Porque em verdade vos digo que, até que o céu e a terra passem, nem um jota ou um til se omitirá da lei sem que tudo seja cumprido." Portanto, Cristo não poderia ter entrado em contradição com Hab. 2:15 que diz: "Ai daquele que dá de beber ao seu companheiro! Ai de ti, que adiciona à bebida o teu furor, e o embebedas para ver a sua nudez!   Certamente Jesus sabia que esse verso estava na Bíblia, pois Ele é o Autor dela! Ele não apenas era muito bem familiarzado com as Escrituras, mas como Dono e Autor, Ele sabe que acerca dEle as Escrituras foram escritas. Ele não veio para violar as Escrituras, mas para cumprí-las. Ele não poderia fazer isso se tivesse feito vinho alcoólico e se o tivesse dado ao seu próximo. Algumas pessoas tentam refutar o uso desse verso e essa conclusão clara, dizendo que a aplicação seria apenas para aquele que estava dando de beber ao seu próximo com a intenção de descobrir a nudez. O pecado seria apenas a intenção, não o beber álcool. Entretanto, mesmo que não haja essa intenção, devemos nos lembrar que quando alguém dá ao seu próximo algo que o faz bêbado, ele já está pecando e está colocando a si mesmo na mesma classe daqueles que têm a intenção: o resultado será o mesmo: a nudez.

E como as Escrituras ordenam que evitemos "toda a aparência do mal" (1Ts. 5:22), nós podemos ter a certeza de que o Senhor Jesus jamais poderia ter feito algo que o associaria com tal prática maligna descrita em Hab. 2:15. Pela mesma razão, nenhum crente deveria se envolver na venda de bebida alcoólica.


3. Porque em Lev. 10:9-11, há o mandamento de que o sacerdote de Deus não podia beber vinho nem bebida forte.

"Não bebereis vinho nem bebida forte, nem tu nem teus filhos contigo, quando entrardes na tenda da congregação, para que mão morrais... para fazer diferença entre o santo e o profano e entre o imundo e o limpo. E para ensinar aos filhos de Israel todos os estatutos que o SENHOR lhes tem falado..." Agora, desde que em Heb. 2:17 chama Cristo de "misericordioso e fiel sumo sacerdote,"  nós esperaríamos que ele obedecesse todas a Escritura, inclusive o que diz respeito ao seu ofício. Se Ele tivesse feito ou bebido vinho alcoólico, Ele teria desobedecido esses versos e teria se desqualificado para ensinar os filhos de Israel os estatutos do Senhor.


4. Porque, como já visto, em Prov. 31:4-5 está a proibição para reis e príncipes beberem vinho alcoólico ou qualquer outra bebida forte. Se eles o fizessem, seus julgamentos seriam  pervertidos.

Era necessário para Cristo obedecer estes versos também, pois Ele é o Príncipe da Paz (Isa. 9:6), e Rei dos reis (Apoc. 19:16). Em Mat. 27:11 Ele admitiu ser o Rei dos Judeus. Ele montou num jumentinho para cumprir Zac. 9:9, que profetizou que o rei de Israel entraria na cidade daquela maneira. Sem dúvida, desde que Ele era Rei, como tal Ele jamais poderia ter bebido vinho alcoólico, pois teria que ter obedecido Pv. 31:4-5.


 5. Porque Cristo não veio para escarnecer nem enganar as pessoas. 

Entretanto, em Prov. 20:1 lemos que o vinho alcoólico faz as duas coisas. Ao invés de escarnecer e enganar, ele veio para salvar!


6. Porque Cristo não veio para mandar as pessoas para o Inferno.

Nós já vimos que Isa. 5:11-14 ensina que o Inferno irá se alargar por causa da bebida alcoólica. Cristo não veio para mandar pessoas para o Inferno. Ouçamos Jo. 3:17: "Porque Deus enviou o Seu Filho ao mundo, não para que condenasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele."


7. Porque Cristo não veio para lançar uma pedra de tropeço perante ninguém.

Todavia, lemos em Rom. 14:21 que a pessoa que dá bebida alcoólica a outra, faz exatamente isso. "Bom é não comer carne, nem beber vinho, nem fazer coisas em que teu irmão tropeçe, ou se escandalize ou enfraqueça." Qualquer um que tenha estudado o problema do alcoolismo, aprendeu que algumas pessoas não podem lidar com nenhuma quantidade de álcool, enquanto que outras podem beber um ou dois copos "socialmente" e parar. Especialistas não sabem porque isso acontece. Várias teorias foram propostas, mas nada foi provado quanto a algo comum a todas as pessoas afetadas. Alguns dizem que é químico, outros insistem que deve ser psicológico. O fato é que nós não sabemos com certeza. Em qualquer grupo de pessoas, pode haver vários alcoólatras em potencial, caso eles comecem a beber. Que lástima, para uma pessoa, que seria um escravo em potencial, provar o primeiro gole de álcool na mesa do Senhor em uma igreja, e então prosseguir no caminho miserável do alcoolismo até o túmulo! Eu certamente não iria querer que os meus filhos provassem o primeiro gole (nem gole algum) numa reunião de família, muito menos numa igreja. Um ou mais deles poderiam ser alcoólicos em potencial. Como isso é possível, devemos considerar que algumas denominações que servem vinho alcoólico em seus cultos, também possuem casas de recuperação de alcoólatras para seus oficiantes! Todavia, podemos ficar absolutamente seguros que Cristo não veio para causar que outros tropeçassem!


8. Porque não há motivo algum para que o vinho de Caná em João 2 tenha sido alcoólico.

Muitos insistem que aquele vinho era alcoólico com base em João 2:10 que diz: "Todo o homem põe primeiro o vinho bom e, quando já têm bebido bem, então o inferior; mas tu guardaste até agora o bom vinho."  Eles dizem que naqueles dias era comum servir o melhor vinho alcoólico no começo da festa e guardar o pior para depois, quando o paladar das pessoas já estivesse estragado pela bebedeira. Todavia o ponto é exatamente o oposto aqui! Essas pessoas podiam reconhecer com certeza, que o vinho que Jesus fez era muito melhor do que o que fora servido no início. Isso não seria possível se eles já estivessem no estado de intoxicação alcoólica! O argumento  se auto destrói. O fato é que nenhum dos dois era alcoólico, mas puro suco de uva.


9. Porque o Senhor Jesus Cristo não teria recebido glória alguma se tivesse feito pessoas bêbadas, mais bêbadas ainda!

O verso 11 é de suma importância quando declara que, por intermédio desse milagre, Jesus "manifestou a sua glória." O verso 10 indica que as pessoas já tinham bebido "bem" daquilo que estavam bebendo. Se aquilo que estavam bebendo fosse álcool, eles estariam intoxicados ou quase. Se Cristo tivesse feito vinho alcoólico, Ele teria feito gente quase bêbada em mais bêbada ou completamente bêbada! Tal feito, com certeza, jamais poderia trazer nem manifestar glória nenhuma nEle.


10. Porque fazer pessoas bêbadas mais bêbadas ainda, jamais poderia fazer com que os discípulos cressem mais fortemente nEle. 

Todavia no verso 11, lemos que como resultado do que Ele fez, transformar água em vinho, "seus discípulos creram nEle." Em Jo. 1:41, vemos que eles já criam nEle como Messias; isso entretanto, aprofundou a fé deles e uma prova de que eles não estavam errados. Será que fazer pessoas bêbadas, mais bêbadas iria inspirar tal fé? O oposto é o que aconteceria. Eles não procuravam por um Messias que distribuísse álcool de graça! Portanto, por causa da descrição desse milagre e o seu resultado, não podemos concluir outra coisa senão que esse vinho era suco de uva.

(Transcrito)

Em Cristo,
Helena

Dez motivos para o cristão não tomar bebida alcoolica



Dez Motivos de ordem bíblica, social e espiritual por que um cristão evangélico deve ser abstêmio ou por que não deve beber vinho, cerveja, cachaça, aguardente ou qualquer outro tipo de bebida alcoólica mesmo que de baixo teor alcoólico e de forma social ou moderada.

1º Motivo: Antecedentes Bíblicos.
A bebida alcoólica foi o motivo da queda de muitos servos de Deus levando-os ao fracasso na vida pessoal, familiar e ministerial. Noé depois de se embriagar com vinho portou-se de forma inconveniente, censurável e imprudentemente amaldiçoou um dos filhos (Leia Gênesis 9.20-25). Ló embriagado manteve relações sexuais com as próprias filhas (Leia Gênesis 19.29-38). Não há um único texto na Bíblia que apresente alguém como exemplo ou incentivo para o uso de bebidas embriagantes.

2º Motivo: Consagração a Deus.
Para que alguém pudesse ser consagrada para Deus ou fizesse o “voto de nazireu” era necessário que se abstivesse completamente de toda bebida forte ou embriagante demonstrando ser uma pessoa especial, consagrada e separada para o serviço a Deus (Leia Números 6.1-4).

3º Motivo: Excelência Ministerial.
Para ser sacerdote na antiga aliança o escolhido tinha que se abster de vinho e de toda bebida fermentada por toda a vida enquanto estivesse ministrando ao povo de Deus. O vinho fermentado não podia estar presente em nenhum ato de sacrifício ou de adoração a Deus. O consumo de bebida com álcool tornava o sacerdote desqualificado para ministrar diante de Deus, da família e da congregação. O ministério é coisa santa. É obra excelente. É missão nobre (Leia Levítico 10.8-11). 

4º Motivo: Carnalidade.
Conforme Provérbios 20.1 a bebida forte (aguardentes, destilados e fermentados etílicos como o vinho e a cerveja) torna aquele que bebe imprudente, insensato e inconveniente. Por trás de um gole de bebida alcoólica vem o escárnio, a ociosidade, a brincadeira indecente, a agressividade e a frieza espiritual. Os crentes em tempos de consagração e intimidade com Deus não costumam se sentir atraídos pelas rodas de bebidas. Quando isto acontece o que está acontecendo é geralmente uma crise de decadência espiritual. Bebida e sabedoria não andam no mesmo caminho. Bebedice é obra da carne e não do Espírito (Leia Gálatas 5.19-21). No céu só há lugar para os bebedores arrependidos e libertos!

5º Motivo: Decência.
Conforme Provérbios 23.29-35 aquele que bebe vinho fermentado perde o domínio próprio, a capacidade de julgar com retidão, o discernimento de valores e a postura social de decência. O vinho torna-se letal como o veneno da serpente. O seu consumidor entra na esfera das alucinações e fantasias O vício do alcoolismo está geralmente associado a outros males e pecados: violência, abandono da família, imoralidade sexual, fofoca, maledicência, palavras torpes e perda de interesse pelos valores espirituais. O vinho gera dependência e leva a pessoa a buscar bebida mais forte, por mais tempo e com mais parceiros. 

6º Motivo: Dependência.
A bebida alcoólica gera dependência química e psicológica e estabelece um processo de destruição do corpo, que no caso do crente, é o templo do Espírito Santo (Leia I Coríntios 3.16,17).

7º Motivo: Exemplo.
Sabemos que os filhos pequenos tendem a imitar os pais. Um pai ou uma mãe que bebe na presença dos filhos (ou um discipulador na presença dos discípulos) está dizendo para a criança (ou para o discípulo) pela aprendizagem do exemplo que o que ele está fazendo é moralmente correto, socialmente justificável e espiritualmente aceitável e assim procedendo tornam-se motivo de escândalo aos novos crentes e impedimento aos que poderiam ser alcançados pela pregação do Evangelho (Leia II Coríntios 6.3,4ª). Geralmente encontramos na cadeia do alcoolismo filhos de pais alcoólatras dependentes química e espiritualmente numa clara evidência que o alcoolismo estabelece também uma cadeia por ação de demônios do vício de beber.

8º Motivo: Decadência.
O vício do álcool representa uma terrível chaga de ordem social. Por mais que haja uma condescendência social para com o consumo de bebidas o seu efeito é devastador e contribui para a decadência moral e social. O alcoolismo que começa com pequenas doses no ambiente entre amigos e tidas como comportamento social normal termina se tornando uma doença terminal levando à morte milhões de pessoas no Brasil e no mundo. Quantas esposas e filhos agredidos! Quantos acidentes deixando pessoas mutiladas! Quantas brigas e até mortes ocasionadas pelo consumo de bebidas fortes! Quantas oportunidades jogadas fora! Quantos leitos hospitalares, manicômios e presídios superlotados pela ação de vítimas do álcool! A Igreja foi chamada para ser sal da terra e luz do mundo, ou seja, uma referência dos padrões e valores de Deus para o mundo e não para ser uma extensão do mundo (Leia Mateus 5.16). 

9º Motivo: Pretexto.
O argumento de que o fato de que Jesus bebia vinho com os pecadores (Leia Mateus 11.19) e que transformou água em vinho numa festa de casamento (Leia João 2.1-11) ou que Paulo recomendou a Timóteo que tomasse um pouco de vinho pelas suas constantes enfermidades no estômago (Leia I Timóteo 5.23) legitima o consumo de bebidas alcoólicas é tendencioso, oportunista e ignora pelo menos alguns princípios: 1. A Bíblia não se contradiz. A regra bíblica no AT é de reprovação ao consumo do vinho fermentado e não diz no NT que o vinho era fermentado. A palavra grega para vinho em ambos os casos (com fermentação ou sem fermentação) é “oinos”. Vale a regra hermenêutica de que uma afirmação bíblica menor estará contida e sempre de acordo com uma afirmação bíblica maior.  2. Os rabinos e fariseus que eram radicalmente contra o consumo de vinho fermentado e que provavelmente estavam entre os convidados não reprovaram ou questionaram a atitude de Jesus. 3. Nos dias de Cristo o consumo de vinho fermentado era social e religiosamente não recomendado. 4. É interessante notar que o texto traz uma acusação dos oposicionistas do ministério de Cristo e não uma declaração afirmativa. 5. Se Paulo insiste com Timóteo para que tome um pouco de vinho pelas suas características terapêuticas e medicinais é porque o próprio Timóteo não tinha o hábito de ingerir vinho e isto não acontecia em uma roda de amigos, ouvindo música e conversando lorotas, miolo de pote, patranha, treta, bazófia, gabolice ou coisa parecida.  Nas citações bíblicas relacionadas a finalidade da citação do vinho foi para manifestar a divindade de Cristo e sua humanidade através do seu poder e da identificação com os pecadores. Os fariseus, independente da questão moral, questionavam Jesus até pelo fato de andar ou se assentar ao lado de um pecador. Os escribas também disseram que Jesus estava possesso por um demônio chamado de Belzebu (Leia Marcos 3.22) e nós sabemos que esta acusação não tinha qualquer fundamento de verdade.
  
10º Motivo: Consciência.
Apesar de reconhecer os benefícios do consumo moderado do vinho, geralmente apontados em pesquisas médicas, a mesma ciência comprova que os mesmos benefícios podem ser encontrados na uva com casca, no suco de uva e nos chás verde e preto. O vinho é benéfico para a saúde, mas o álcool é maléfico para a saúde, para a família, para a sociedade e para a vida espiritual. O vinho fermentado é alcoólico. O suco de uva é vinho sem álcool. De que lado você fica? A decisão de cada um deve ser de acordo com sua consciência e nível de conhecimento e temor a Deus. Cabe a cada um responder diante de Deus pelos seus atos no plano físico, moral e espiritual (Hebreus 4.13 e Leia Romanos 14.11-13). Aos que querem viver segundo o padrão de excelência estabelecido por Deus cabe obedecer a Ele pela sua Palavra e pelos ministros que Ele constituiu para ensinar o seu rebanho (Leia Hebreus 13.17).

Nota: Vale ressaltar que o autor do artigo-estudo define-se hoje como um abstêmio não fazendo uso de qualquer bebida alcoólica, inclusive o vinho fermentado, em qualquer graduação alcoólica, em qualquer lugar e por qualquer justificativa ou pretexto de ordem social, terapêutica ou religiosa.

Outros textos para leitura e reflexão: Isaías 5.11,22 / Isaías 28.1-7 / Oséias 4.11 / Efésios 5.18

(Transcrito)


Em Cristo,
Helena

Ser cristão e não ser de CRISTO



A Bíblia não esconde o fato de que além do cristianismo verdadeiro, legítimo, renascido da “água e do espírito”, há também um cristianismo aparente, formado por “cristãos” que não estão ligados a Jesus, não estão enraizados nEle, não vivem nEle e nem por Ele. Mesmo que tudo pareça legítimo, eles não passam de uma imitação. É desses “cristãos” que Paulo fala ao escrever a Timóteo, em sua segunda carta: “…tendo forma de piedade, negando-lhe, entretanto, o poder. Foge também destes” (2 Tm 3.5). A Edição Revista e Corrigida diz: “…tendo aparência de piedade, mas negando a eficácia dela. Destes afasta-te”. Na Nova Versão Internacional lemos: “…tendo aparência de piedade, mas negando o seu poder. Afaste-se desses também”.

Sendo cristão sem ser cristão

De acordo com pesquisas nos EUA, quase metade dos americanos se dizem cristãos renascidos. Mas uma análise mais aprofundada revelou que muitos confundem o novo nascimento com uma sensação positiva a respeito de Deus e de Jesus.

Um levantamento estatístico entre os cristãos praticantes nos EUA apresenta resultados desanimadores, o que também é representativo em relação à Europa:

20% nunca oram
25% nunca lêem a Bíblia
30% nunca vão à igreja
40% não apóiam a “obra do Senhor” por meio de ofertas
50% nunca vão à Escola Bíblica Dominical (de todas as faixas etárias)
60% nunca vão a um culto vespertino
70% nunca dão dinheiro para missões
80% nunca freqüentam uma reunião de oração
90% nunca realizam culto em família [1]
Se a situação já é assim na América marcada pela influência do puritanismo, quanto mais na superficial Europa.

O próprio Senhor Jesus advertiu a respeito da confissão nominal, que carece de conteúdo verdadeiro, ou seja, que não está de acordo com o que vai no coração: “Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus. Muitos, naquele dia, hão de dizer-me: Senhor, Senhor! Porventura, não temos nós profetizado em teu nome, e em teu nome não expelimos demônios, e em teu nome não fizemos muitos milagres? Então, lhes direi explicitamente: nunca vos conheci. Apartai-vos de mim, os que praticais a iniqüidade” (Mt 7.21-23). Com isso, o Senhor esclarece quatro pontos básicos: há duas coisas que não são de forma alguma suficientes para que alguém seja salvo, e outras duas são imprescindíveis para que alguém seja redimido.

Duas coisas insuficientes para a salvação

Nem a simples confissão “Senhor, Senhor” (1) nem as obras em nome de Jesus (2) são suficientes para alcançar a salvação eterna. Em muitas igrejas, denominações e entidades cristãs as orações são meramente formais, os atos de caridade são feitos em nome de Jesus sem que aqueles que os realizam pertençam a Ele ou sejam filhos de Deus. Quantos indivíduos “cristãos” realizam atos cristãos sem pertencerem a Cristo! É assustador que no fim Jesus até mesmo condena as suas ações como sendo iníquas: “Apartai-vos de mim, os que praticais a iniqüidade”.

Duas coisas imprescindíveis para a salvação

Precisamos fazer a vontade de Deus (1) e precisamos ser conhecidos por Deus (2).

1. Fazer a vontade do Pai celeste não é realizar muitas boas ações, pequenas e grandes, mas ter fé em Jesus Cristo, entregar conscientemente a vida a Ele e obedecer-Lhe na prática.

O judaísmo da época de Jesus tinha “boas ações” para apresentar: muitos eram fanáticos em seguir a lei, lidavam com a Palavra de Deus, expulsavam maus espíritos e faziam milagres. Mas uma coisa eles não queriam: crer em Jesus Cristo e, assim, aceitar a misericórdia que recebemos por meio dEle. Pensavam que chegariam ao céu sem Ele, que Deus reconheceria as suas obras e lhes permitiria entrar. Porém, foi justamente nesse ponto que Jesus tratou de contrariar seus planos. Eles tinham de aprender e aceitar que a vontade de Deus era que reconhecessem sua própria falência espiritual e cressem em Jesus.

Nós enfrentamos o mesmo problema hoje. “Cristãos” nascidos em um ambiente cristão pensam que conseguirão ir para o céu por meio de obras cristãs. Ao lhes dizermos que nada disso serve, que no fim das contas as suas ações são iniqüidades inaceitáveis aos olhos de Deus e que eles continuam perdidos, a grande maioria reage de forma irritada, por pensar que não precisam de Jesus pessoalmente. Quando Jesus foi questionado: “Que faremos para realizar as obras de Deus?”, Ele respondeu: “A obra de Deus é esta: que creiais naquele que por ele foi enviado” (Jo 6.28-29).

2. Precisamos ser conhecidos por Deus. Haverá pessoas das quais Jesus dirá naquele dia:“Apartai-vos de mim, os que praticais a iniqüidade”.

Não é suficiente crer em Jesus de forma superficial, reconhecê-lO, acreditar em Sua existência ou aceitá-lO até certo ponto. Não – é preciso que haja um encontro pessoal com Ele.

Posso dizer: “Conheço o presidente do Brasil”. De onde o conheço? De suas aparições na mídia. Mas será que ele me conhece? Claro que não! No entanto, se eu fosse convidado a visitá-lo, teria a oportunidade de ser conhecido por ele.

O Senhor Jesus convida cada ser humano, de forma pessoal, a entregar-se a Ele: “Vinde a mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei” (Mt 11.28). Quem aceita esse convite, quem se achega a Ele com todos os seus pecados, quem O aceita em seu coração e em sua vida e crê em Seu nome (Jo 1.12), esse é conhecido por Ele. Quem fez isso reconheceu o Pai e o Filho de Deus e entrará no céu: “E a vida eterna é esta: que te conheçam a ti, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste” (Jo 17.3).

“Tens nome de que vives…

…e estás morto” (Ap 3.1). Há muitos que se chamam de “cristãos”, mas o são apenas nominalmente. O Senhor Jesus falou de pessoas que imaginariam servir a Deus matando justamente Seus verdadeiros filhos: “Eles vos expulsarão das sinagogas; mas vem a hora em que todo o que vos matar julgará com isso tributar culto a Deus. Isto farão porque não conhecem o Pai, nem a mim” (Jo 16.2-3).

Em muitas igrejas, denominações e entidades cristãs as orações viraram rotinas, sem que aqueles que oram pertençam a Jesus.

Eles reivindicam autoridade teológica, pensam servir a Deus, mas não conhecem nem o Pai nem Jesus Cristo. Isso aconteceu, por exemplo, na época das Cruzadas e da Inquisição. Hoje também existe uma teologia que reivindica toda autoridade para si e rejeita os que se baseiam na Palavra de Deus. Basta lembrar das muitas seitas e do islamismo, que afirmam que Deus não tem um Filho.

Já no século VII antes de Cristo, na época do profeta Jeremias, havia dignitários religiosos meramente nominais. Ouvimos o lamento de Jeremias: “Os sacerdotes não disseram: Onde está o Senhor? E os que tratavam da lei não me conheceram, os pastores prevaricaram contra mim, os profetas profetizaram por Baal e andaram atrás de coisas de nenhum proveito” (Jr 2.8).

Mesmo um cristão pode apostatar da fé. Quem com sua boca confessa ser cristão, mas não pratica o cristianismo no dia-a-dia, precisa aceitar que outros lhe perguntem se não está enganando a si mesmo.

Não é exatamente isso que vemos hoje? Muitos teólogos abandonaram a fé bíblica e correm atrás de convicções que não servem para nada. Eles se abriram para religiões e correntes espirituais que não têm absolutamente nada a ver com Jesus Cristo. Isso também já aconteceu na época em que o povo de Israel peregrinou pelo deserto. Depois de ter louvado a grandeza e a soberania de Deus (Dt 32.3-4), Moisés emendou uma declaração sobre os infiéis: “Procederam corruptamente contra ele, já não são seus filhos, e sim suas manchas; é geração perversa e deformada” (v.5). Portanto, realmente é possível que aqueles que não são Seus filhos se tornem infiéis a Ele.

É dito a respeito dos filhos de Eli: “Eram, porém, os filhos de Eli filhos de Belial e não se importavam com o Senhor… Era, pois, mui grande o pecado destes moços perante o Senhor, porquanto eles desprezavam a oferta do Senhor” (1 Sm 2.12,17). Não reconheceram ao Senhor porque desprezaram o sacrifício. Enquanto uma pessoa (por mais cristã que se considere) desprezar o sacrifício de Jesus pelo pecado, não reconhecerá o Senhor.

Todos os israelitas saíram do Egito, mas da maior parte deles Deus não se agradou, motivo pelo qual tiveram de morrer no deserto (veja 1 Co 10.1-12).

Como exemplo especial de alguém que era crente nominal e que realizava obras, mas que ainda assim estava espiritualmente morto, lembro de Balaão (veja Nm 22-24):

Ele era um homem a quem Deus se revelava, com quem Deus falava (Nm 22.9).
No começo ele foi obediente (Nm 22.12-14).
Ele afirmava conhecer o Senhor e O chamou de “meu Senhor” e “meu Deus” (Nm 22.18).
Ele adorava o Senhor (Nm 22.31).
Ele reconhecia a sua culpa (Nm 22.34).
Ele estava disposto a servir (Nm 22.38).
Deus colocou Suas próprias palavras na boca de Balaão (Nm 23.5).
Balaão abençoou Israel três vezes (Nm 23 e 24).
Ele testemunhou da sinceridade e da fidelidade de Deus (Nm 23.19).
Ele falou três vezes do Messias como Rei de Israel (Nm 23.21; Nm 24.7,17-19).
O Espírito Santo veio sobre ele (Nm 24.2).
Ele testemunhava ser um profeta de Deus (Nm 24.3-4).
Balaão confirmou a bênção e a maldição de Deus sobre os amigos e inimigos de Abraão (Nm 24.9, Gn 12.3).
Ele colocou o mandamento de Deus acima de bens materiais (Nm 24.13).
Ele falou profeticamente a respeito do futuro dos povos, sobre a chegada do Messias e chegou a mencionar o Império Mundial Romano [Quitim] (Nm 24.14-24).
Apesar de tudo isso, a Bíblia chama Balaão de falso profeta, vidente e sedutor (veja Nm 31.16; Js 13.22; Ne 13.1-3; 2 Pe 2.15-16; Jd 11; Ap 2.14-16). Por quê? Porque Balaão fazia concessões e aceitava comprometimentos, e levou o povo de Deus a se misturar com outros povos. Havia uma discrepância entre suas palavras e ações. “Habitando Israel em Sitim, começou o povo a prostituir-se com as filhas dos moabitas. Estas convidaram o povo aos sacrifícios dos seus deuses; e o povo comeu e inclinou-se aos deuses delas. Juntando-se Israel a Baal-Peor, a ira do SENHOR se acendeu contra Israel” (Nm 25.1-3). Balaão havia levado Israel a essa prostituição (Nm 31.16; Ne 13.1-3). Pedro chama Balaão de alguém que“amou o prêmio da injustiça”. Na Epístola de Judas ele é chamado até mesmo de enganador (“erro de Balaão”) e no Apocalipse ele é apresentado como alguém que “armou ciladas”.

A Bíblia diz a respeito das pessoas nos últimos tempos que “os homens perversos e impostores irão de mal a pior, enganando e sendo enganados” (2 Tm 3.13). Quem tende a prostituir-se espiritualmente ou a comprometer sua fé e suporta, permite e pratica essas coisas sem que sua consciência o acuse, tem motivo para crer que, apesar das aparências, não é um cristão verdadeiro. Com isso não estou me referindo à luta contra o pecado, que qualquer filho de Deus enfrenta. Não, aqui não se trata de “derrotas” na fé e na obediência, mas de lidarmos com o pecado de forma consciente e indiferente, de deliberadamente escolhermos a prática pecaminosa.

Não somos salvos por nossas próprias obras, mas somente pela fé em Jesus Cristo, pela conversão a Ele. Só aqueles que O aceitam, ao Filho de Deus, em seu coração e em sua vida, com fé infantil, poderão realizar obras que testemunhem a veracidade de sua fé. Essa fé precisa estar “enraizada” na Palavra de Deus. Em Sua parábola sobre o semeador, Jesus diz que há pessoas que aceitam a Palavra de Deus com alegria, mas não criam raízes para ela e mais tarde a abandonam (Mt 13.20-21). A raiz liga a planta à terra, da qual ela vive, lhe dá firmeza, extrai alimento e o conduz à planta. A raiz é um símbolo do Espírito Santo, por meio do qual estamos enraizados em Deus. O Espírito Santo nos traz a vida em Deus, à medida que extrai alimento das Escrituras.

Podemos aceitar a Palavra de Deus de forma superficial, podemos simpatizar com o Senhor, podemos acompanhar os cristãos durante algum tempo, mas depois nos afastar novamente, porque nunca nascemos realmente de novo e por isso nunca tivemos “raízes”.

Jesus disse aos Seus discípulos, àqueles que O seguiam: “Contudo, há descrentes entre vós. Pois Jesus sabia, desde o princípio, quais eram os que não criam e quem o havia de trair” (Jo 6.64). De acordo com Hebreus 6.4-6, há pessoas que foram “iluminadas”, que “provaram o dom celestial”, e que até “se tornaram participantes do Espírito Santo” e ainda assim caíram. Por quê?

Porque foram iluminadas, mas elas mesmas nunca se tornaram luz. A luz pode se refletir em mim, e então estou iluminado; mas é preciso mais para que eu mesmo seja luz.
Porque provaram, mas não comeram (aceitaram). Posso sentir o cheiro do pão, provar o seu sabor (assim como o enólogo, que toma um pouco de vinho na boca para testar seu aroma, mas depois o cospe fora). Mas é preciso que aconteça mais: precisamos comer o pão, ingeri-lo. Não basta “provar” Jesus, ou seja, experimentá-lO – precisamos aceitá-lO em nós (Jo 6.53-56,63; Jo 1.12).
Porque participaram do efeito do Espírito Santo, mas nunca O receberam pessoalmente. Ao ler a Palavra de Deus, ao freqüentar um culto, posso participar do efeito do Espírito Santo. Mas isso não é suficiente. Não – é preciso que haja uma renovação espiritual real.
É possível que pessoas assim imitem o cristianismo durante algum tempo, acompanhem e participem de uma igreja local. Mas um dia elas “cairão” e negarão a Jesus. Então muitos se perguntam espantados: “Como isso é possível?”

Quando o Senhor Jesus falou de comer Sua carne e beber Seu sangue para ganhar a vida eterna (Jo 6.53-59), muitos de Seus discípulos disseram: “Duro é este discurso; quem o pode ouvir?” (v. 60) e se afastaram dEle (v. 66), apesar dEle ter lhe explicado de antemão o que isso significava: “O espírito é o que vivifica; a carne para nada aproveita; as palavras que eu vos tenho dito são espírito e são vida” (v. 63).

Tornar-se cristão apesar de ser “cristão”

Enganam-se a si mesmos os que pensam que todos são cristãos! Muitas vezes, quando questionei pessoas que davam a entender isso, a resposta era: “Meus pais são cristãos”, ou: “Minha família é cristã!” Um conhecido evangelista costumava responder a essas afirmativas: “Se alguém nasce em uma garagem, isso não significa que seja um automóvel! E quando alguém nasce em uma família cristã, ainda falta muito para que se torne cristão!” (extraído de um livro de Wilhelm Busch).

Jesus disse a Pedro: “Eu, porém, roguei por ti, para que a tua fé não desfaleça; tu, pois, quando te converteres, fortalece os teus irmãos” (Lc 22.32). Por um lado, o Senhor confirmou a fé de Pedro. Por outro lado, porém, Ele falou da necessidade de sua conversão futura. Pedro poderia ter retrucado: “Senhor, sou judeu, um filho de Abraão. Cumpro os mandamentos, fui circuncidado ao oitavo dia, guardo o sábado, oro três vezes ao dia, celebro a Páscoa e faço os sacrifícios. E  já Te sigo há três anos…” Mesmo assim, ele ainda precisava converter-se. Da mesma forma Paulo, o grande defensor da lei, precisou se converter, assim como todos os outros apóstolos e discípulos.

Toda pessoa precisa se converter se quiser ser salva – inclusive os “cristãos”, sejam eles membros da igreja católica romana, protestantes, evangélicos ou de uma família cristã. Não são poucos os que nascem no cristianismo, da mesma forma como os judeus nascem no judaísmo. Mas, não é esse nascimento que dá a salvação, alcançada somente através de um “novo nascimento”: “Em verdade, em verdade te digo que, se alguém não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus” (Jo 3.3). Precisamos nos converter mesmo que tenhamos sido batizados quando pequenos, freqüentado aulas de catecismo ou participado de cultos. Se não nascermos de novo, continuaremos perdidos.

Mais tarde, quando o apóstolo Pedro se converteu e experimentou o novo nascimento, ele escreveu em sua primeira carta: “Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que, segundo a sua muita misericórdia, nos regenerou para uma viva esperança, mediante a ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos, para uma herança incorruptível, sem mácula, imarcescível, reservada nos céus para vós outros” (1 Pe 1.3-4).

Quem carrega em si o testemunho do Espírito Santo a respeito de seu novo nascimento (Rm 8.16) deve alegrar-se com essa certeza e agradecer a Jesus Cristo por ela. Mas quem não possui esse testemunho inconfundível do Espírito Santo e ainda assim pensa ser cristão, está sujeito a um grande engano. Mas hoje esses “cristãos”, e qualquer pessoa que queira ser salva, pode alcançar a certeza da salvação, se converter-se de forma muito séria a Jesus Cristo. Então, por que esperar mais? (Transcrito)


Fonte: Título original, “O Grande Engano”, Publicado anteriormente na revista Chamada da Meia-Noite, dezembro de 2006.


Em Cristo,
Helena

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Relacionamento Ilícito - Você sabe o que é?

Se você não faz idéia do que vem a ser um relacionamento ilícito, acho melhor assistir ao vídeo abaixo, certamente ao final, não terá mais dúvidas do que significa um relacionamento fora dos padrões de Deus.




Em Cristo,
Helena

quinta-feira, 22 de março de 2012

Lanna Holder pastora evangélica lésbica abre novo templo no Sul do Brasil




A igreja criada por Lanna Holder continua em expansão. A pastora, que era missionária da Assembléia de Deus, assumiu ser lésbica e fundou uma igreja em junho 2011, em São Paulo, a Comunidade Cidade de Refúgio, denominação voltada ao público homossexual. Mesmo com forte crítica por parte das comunidades evangélicas, Lanna Holder tem trabalhado para expandir sua igreja, e a próxima capital a ter um templo da comunidade da pastora é Porto Alegre, no Rio Grande do Sul.

O culto inaugural será realizado no dia 24 deste mês. A igreja, que funcionará provisoriamente em uma sala, está localizada na avenida Baltazar de Oliveira, na Zona Norte da capital gaucha.

Anderson Zambom, pastor da igreja, que também é homossexual, explicou que a idéia é possibilitar as pessoas louvarem a Deus sem que haja discriminação, e citou, “A maioria das religiões não aceita os gays. Nossa postura é diferente, já que Jesus Cristo veio à terra para todos.”. Zambom, assim como Lanna Holder, já foi da Assembléia de Deus e líder de jovens na igreja, saiu da denominação em 2003, segundo ele, por pressão de pastores e preconceito.

Ele foi um dos responsáveis pela abertura da igreja em Porto Alegre, após ter conhecido o trabalho de Lanna pela internet, entrou em contato com a denominação mostrando interesse em trazer a igreja para a capital gaúcha.

(Fonte: Gospel+)

Lanna Holder  e sua igreja podem atrair alguma censura hoje em dia , mas não será assim pra sempre. Num futuro próximo, 90% das igrejas evangélicas do mundo vão aceitar esse tipo de evangelho, além de reconhecer a “fé” desses gays e lésbicas como genuínas. Como assim? Antigamente quando a igreja de um modo geral via o mundo como adversário e não como aliado, era mais fácil se defender de qualquer investida maligna que viesse do sistema. Mas nos anos 50, um novo pensamento se introduziu na igreja, mudando sua postura em relação o mundo. Por serem sempre vistos pela sociedade como gente de mentalidade fraca e ignorante, os pensadores da igreja, para fugir desse estigma, passaram a relevar os pontos conflitantes do cristianismo ao mesmo tempo em que importavam novos modelos de pensamento, conceitos sociais e humanistas, com o objetivo de desenvolverem uma simbiose entre a bíblia e esses novos conceitos.

Agora, na igreja de um modo geral, é a ciência e o pensamento moderno e não apenas a bíblia que determina o que tem valor e o que não tem. Essa mudança de paradigma fez efeito, funcionou! Sem dúvida dispomos hoje de muito mais atenção e respeito da sociedade do que tínhamos há 50 ou 60 anos atrás. Em algumas áreas da sociedade não somos mais tidos como idiotas completos. Mas o que não atinamos é que, pensar e agir diferentemente da palavra de Deus tem um preço a ser pago. E esse preço esta sendo pago agora. A igreja gay é apenas um, dos muitos valores que estamos pagando e iremos pagar muito mais ainda no futuro. A igreja moderna terá que engolir a igreja gay, porque rejeita – lá seria declarar guerra a sociedade, a justiça comum, e a cultura que tão servilmente nos esforçamos para conquistar. Nosso envolvimento e compromisso com o sistema chegou a um nível tão grande, que simplesmente não estamos mais dispostos a jogar tudo que conquistamos no lixo, por um detalhe tão “pequeno”, e arriscar a voltarmos a ser tratados como religiosos hipócritas, julgadores de mentalidade estreita estacionados na idade média.

Esse processo de deglutir a igreja gay já está em andamento e alguns ícones importantes no mundo evangélico como Philip Yancey e Brennan Manning já defendem abertamente a fé da igreja gay. Outros como Ricardo Gondin, Caio Fábio e Rick Warren estão construindo seus ensaios. Trata-se de um efeito dominó.

E qual a base bíblica esses obreiros fraudulentos usarão para convencer o rebanho…? O amor! Sim, o amor cristão. Esses homens vão usar o amor da bíblia para convencer a maior parte da igreja que se Cristo estivesse aqui certamente os receberia. Embasados no conhecimento científico que diz que essas pessoas já nascem assim, e que, portanto, isso não é uma questão de escolha, mas uma questão biológica, a doutrina do amor ao próximo adicionada ao “não julgueis, será o cavalo de troia que abrirá o caminho para que a igreja gay seja reconhecida como genuinamente cristã.

Seria interessante observar que não acredito em nenhuma posição ou ação ativista de resistência ao movimento gay moderno como fazem os equivocados irmãos Silas Malafaia e Julio Severo. Toda e qualquer forma de ativismo evangélico já nasce furado porque traz o selo da desaprovação bíblica. O objetivo por traz desse tipo de coisa é sempre o mesmo, chamar atenção para si. O Jesus da bíblia jamais agiria assim. Nossa mensagem para com o mundo jamais pode ser de confronto, mas sim de compreensão e compaixão. Se nos oprimirem para fazermos o que nosso Deus condena, nos recusamos pacificamente e pagamos o preço, mas jamais nos voltaremos contra o mundo que fomos enviados a salvar.

Que só Deus nos influencie!

(By Roberto Aguiar)

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Como e quando foi compilado o cânone da Bíblia?



Pergunta: "Como e quando foi compilado o cânone da Bíblia?"

Resposta: O termo “cânone” (ou “cânon”) é usado para descrever os livros que foram divinamente inspirados e, por isso, pertencentes à Bíblia. O aspecto difícil em determinar o cânone bíblico é que a Bíblia não nos dá uma lista dos livros que a ela pertencem. Determinar o cânone foi um processo, primeiro por rabinos judeus e eruditos, e depois, mais tarde, por cristãos primitivos. Certamente foi Deus quem decidiu que livros pertenciam ao cânone bíblico. Um livro ou Escritura pertenceu ao cânone a partir do momento que Deus inspirou sua autoria. É simplesmente uma questão de Deus convencer Seus seguidores humanos de que livros deveriam ser incluídos na Bíblia.

Em comparação ao Novo Testamento, houve pouca polêmica a respeito do cânone do Velho Testamento. Crentes Hebreus reconheceram os mensageiros de Deus e aceitaram o que escreveram como inspirado por Deus. Houve, inegavelmente, algum debate a respeito do cânone do Velho Testamento. Entretanto, por volta de 250 d.C. houve uma concordância quase universal a respeito do cânone das Escrituras Hebraicas. A única pendência foi sobre os Apócrifos... com algum debate e discussão que se estende até hoje. A vasta maioria dos eruditos hebreus consideraram os Apócrifos como bons documentos históricos e religiosos, mas não no mesmo nível das Escrituras Hebraicas.

Para o Novo Testamento, o processo de reconhecimento e compilação começou nos primeiros séculos da igreja cristã. Desde o início, alguns dos livros do Novo Testamento foram sendo reconhecidos. 

Paulo considerou os escritos de Lucas tão cheios de autoridade quanto o Velho Testamento (I Timóteo 5:18; veja tambémDeuteronômio 25:4 e Lucas 10:7). 

Pedro reconheceu os escritos de Paulo como parte das Escrituras (II Pedro 3:15-16). Alguns dos livros do Novo Testamento circulavam entre as igrejas (Colossenses 4:16I Tessalonicenses 5:27). 

Clemente de Roma mencionou ao menos oito livros do Novo Testamento (95 d.C.). 

Inácio de Antioquia reconheceu cerca de sete livros (115 d.C.). 

Policarpo, um discípulo de João o Apóstolo, reconheceu 15 livros (108 d.C.). 

Mais tarde, Irineu mencionou 21 livros (185 d.C.). 

Hipólito reconheceu 22 livros (170-235 d.C.). 

Os livros do Novo Testamento que provocaram maior polêmica foram Hebreus, Tiago, II Pedro, II João e III João. 

O primeiro “cânone” foi o Cânon Muratoriano, que foi compilado em 170 d.C. O Cânon Muratoriano incluiu todos os livros do Novo Testamento, exceto Hebreus, Tiago e III João. Em 363 d.C. o Concílio de Laodicéia estabeleceu que somente o Velho Testamento (e os Apócrifos) e os 27 livros do Novo Testamento deveriam ser lidos nas igrejas. 

O Concílio de Hippo (393 d.C.) e o Concílio de Cartagena (397 d.C.) também afirmaram a autoridade dos mesmos 27 livros.

Os concílios se basearam em algo similar aos seguintes princípios para determinar se um livro do Novo Testamento era realmente inspirado pelo Espírito Santo: 

1) O autor foi um apóstolo, ou teve uma estreita ligação com um apóstolo? 

2) O livro é aceito pelo Corpo de Cristo como um todo? 

3) O conteúdo do livro é de consistência doutrinária e ensino ortodoxo? 

4) Este livro contém provas de alta moral e valores espirituais que reflitam a obra do Espírito Santo? 

Novamente, é crucial recordar que a igreja não determina o cânone. Nenhum concílio primitivo determinou o conteúdo do cânone. Foi Deus, e unicamente Deus quem determinou quais livros pertenciam à Bíblia. Foi simplesmente questão de Deus convencer Seus seguidores a fazer o que Ele já havia decidido. O processo humano de reunir os livros da Bíblia foi imperfeito, mas Deus, em Sua soberania, e apesar de nossa ignorância e teimosia, levou a igreja primitiva ao reconhecimento dos livros que Ele havia inspirado. 

(Transcrito)


Em Cristo,
Helena

domingo, 25 de setembro de 2011

Pastores Aprovados por Deus




Há pastores na maioria das igrejas. Muitas pessoas almejam o cargo de pastor. Biblicamente, a função dos pastores é cuidar do rebanho (igreja) de Deus (veja 1 Pedro 5:1-2; Atos 20:28). Como servos de Deus, os verdadeiros pastores mostrarão a sua preocupação com a vontade do Senhor, fazendo e ensinando o que ele diz.

Nosso estudo de pastores, necessariamente, se baseia na Bíblia. Antes de entrar no estudo, quero explicar meus motivos. Estou escrevendo este artigo para ajudar pessoas honestas a servirem ao Senhor. Conforme o padrão bíblico, eu faço parte de uma congregação local, onde sirvo ao Senhor junto com outras pessoas. Não mantemos nenhum tipo de laço com nenhuma denominação. A nossa responsabilidade é de fazer a vontade de Deus, e aceitamos a Bíblia como a única fonte de informações sobre a vontade dele. Eu não tenho nenhum motivo para defender nem atacar qualquer pessoa ou organização religiosa. Meu propósito é bem simples: servir a Deus e ajudar outras pessoas a fazerem o mesmo.

Sem dúvida, este artigo não agradará a todos. Da mesma maneira que o ensinamento de Jesus desafiou os líderes religiosos de sua época, a palavra dele exige mudanças radicais por parte dos líderes de muitas igrejas hoje. Não podemos forçar ninguém a mudar, mas podemos e devemos avisar sobre o perigo de seguir a sabedoria humana (leia Provérbios 14:12; Isaías 55:6-9; Jeremias 10:23; Ezequiel 3:18-21). Eu sei, de antemão, que este estudo vai contrariar os ensinamentos e as práticas de muitos pastores e de muitas igrejas. Mas, eu não posso servir a Deus e agradar a todos os homens (Gálatas 1:10). Apresento este artigo depois de anos de estudo e oração, com o único propósito de divulgar e defender a palavra pura do Deus santo. Peço que você aborde o assunto com mansidão e o desejo de aprender a aplicar a palavra do Senhor. "Portanto, despojando_vos de toda impureza e acúmulo de maldade, acolhei, com mansidão, a palavra em vós implantada, a qual é poderosa para salvar a vossa alma. Tornai_vos, pois, praticantes da palavra e não somente ouvintes, enganando_vos a vós mesmos. Porque, se alguém é ouvinte da palavra e não praticante, assemelha_se ao homem que contempla, num espelho, o seu rosto natural; pois a si mesmo se contempla, e se retira, e para logo se esquece de como era a sua aparência. Mas aquele que considera, atentamente, na lei perfeita, lei da liberdade, e nela persevera, não sendo ouvinte negligente, mas operoso praticante, esse será bem_aventurado no que realizar" (Tiago 1:21-25).

Pastores/anciãos no Velho Testamento

Sabemos que o Novo Testamento, o evangelho de Cristo, fornece o padrão para a igreja de hoje (veja João 12:48-50; Hebreus 8:6-13; 2 João 9; Colossenses 3:17). Mas o Antigo Testamento contém exemplos instrutivos que ajudam para entender a vontade de Deus (1 Coríntios 10:1-13; Romanos 15:4). No Velho Testamento, encontramos líderes entre o povo de Israel chamados, às vezes, anciãos (o sentido da palavra presbítero no Novo Testamento). Os anciãos das cidades israelitas resolveram problemas que surgiram entre as pessoas (Deuteronômio 21:2,19; 22:15-17; Rute 4:1-11). Quando não conduziram o povo no caminho de Deus, ele cobrou: "O Senhor entra em juízo contra os anciãos do seu povo e contra os seus príncipes. Vós sois os que consumistes esta vinha; o que roubastes do pobre está em vossa casa. Que há convosco que esmagais o meu povo e moeis a face dos pobres? —diz o Senhor, o Senhor dos Exércitos" (Isaías 3:14-15). Deus condenou os pastores gananciosos que não compreenderam a vontade dele e conduziram o povo ao pecado (Isaías 56:9-12). Jeremias transmitiu as palavras do Senhor sobre pastores maus: "Porque os pastores se tornaram estúpidos e não buscaram ao Senhor; por isso, não prosperaram, e todos os seus rebanhos se acham dispersos" (Jeremias 10:21). "Ai dos pastores que destroem e dispersam as ovelhas do meu pasto! —diz o Senhor. Portanto, assim diz o Senhor, o Deus de Israel, contra os pastores que apascentam o meu povo: Vós dispersastes as minhas ovelhas, e as afugentastes, e delas não cuidastes; mas eu cuidarei em vos castigar a maldade das vossas ações, diz o Senhor" (Jeremias 23:1-2).

Pastores nas igrejas do Novo Testamento

No Novo Testamento, encontramos muitas referências aos pastores/presbíteros/ bispos. Descobrimos em Atos 20:17 e 28 que esses três termos se referem aos mesmos homens (veja, também, 1 Pedro 5:1-2, onde os presbíteros pastoreiam). Não temos nenhuma base bíblica para usar o termo "bispo" para descrever um cargo, "pastor" para outro e "presbítero" para ainda outro. Pastores, bispos e presbíteros são os mesmos servos. Lendo o livro de Atos, achamos vários versículos que mencionam presbíteros: na Judéia (11:30); em cada igreja na Ásia Menor (14:23); em Jerusalém (15:2,4,6,22,23; 16:4); da igreja em Éfeso (20:17,28) e, mais uma vez, em Jerusalém (21:18). As epístolas, também, se referem aos homens que pastoreavam as igrejas: "pastores e mestres" (Efésios 4:11); "bispos" em Filipos (Filipenses 1:1); "o presbitério" (1 Timóteo 4:14); "presbíteros que há entre vós" (1 Pedro 5:1; aqui aprendemos que Pedro era presbítero, um dos dois apóstolos assim identificados—veja 2 João 1 e 3 João 1).

O trabalho dos presbíteros inclui várias funções importantes: pastorear (Atos 20:28; 1 Pedro 5:2); ensinar (Efésios 4:11-16; Tito 1:9); ser modelos (1 Pedro 5:3); presidir (1 Timóteo 5:17); vigiar (Atos 20:31); velar por almas (Hebreus 13:17); guiar (Hebreus 13:17); cuidar/governar (1 Timóteo 3:5); ser despenseiro de Deus (Tito 1:7); exortar (Tito 1:9); calar os enganadores (Tito 1:9-11); etc.

Observamos em todos os exemplos bíblicos que as igrejas que tinham presbíteros sempre tinham mais de um. Seja em Jerusalém, Éfeso, Filipos ou outro lugar, sempre fala dos presbíteros no plural. A prática comum nas igrejas de hoje, de ter um só pastor numa congregação, não tem nenhum fundamento bíblico.

As qualificações bíblicas de pastores/presbíteros/bispos

Paulo cita as qualificações dos bispos/presbíteros em duas cartas (1 Timóteo 3:1-7; Tito 1:5-9). A linguagem dele deixa bem claro que ele não está dando meras sugestões, e sim requerimentos. Em 1 Timóteo 3:2 ele diz: "É necessário, portanto, que o bispo seja...." Tito 1:7 diz: "Porque é indispensável que o bispo seja...." Antes de examinar as qualificações em si, vamos entender bem esse ponto. Os requerimentos que encontramos nesses dois trechos são qualidades que o Espírito Santo revelou, através de Paulo, como exigências. Para servir como presbítero, um homem precisa de todas essas qualidades. Ninguém tem direito de apagar nenhum "i" ou "til" do que Deus falou aqui.

Agora, vamos ler o que o Espírito falou nessas duas listas paralelas (bem semelhantes, mas não exatamente iguais).

"Fiel é a palavra: se alguém aspira ao episcopado, excelente obra almeja. É necessário, portanto, que o bispo seja irrepreensível, esposo de uma só mulher, temperante, sóbrio, modesto, hospitaleiro, apto para ensinar; não dado ao vinho, não violento, porém cordato, inimigo de contendas, não avarento; e que governe bem a própria casa, criando os filhos sob disciplina, com todo o respeito (pois, se alguém não sabe governar a própria casa, como cuidará da igreja de Deus?); não seja neófito, para não suceder que se ensoberbeça e incorra na condenação do diabo. Pelo contrário, é necessário que ele tenha bom testemunho dos de fora, a fim de não cair no opróbrio e no laço do diabo" (1 Timóteo 3:1-7).

"Por esta causa, te deixei em Creta, para que pusesses em ordem as coisas restantes, bem como, em cada cidade, constituísses presbíteros, conforme te prescrevi: alguém que seja irrepreensível, marido de uma só mulher, que tenha filhos crentes que não são acusados de dissolução, nem são insubordinados. Porque é indispensável que o bispo seja irrepreensível como despenseiro de Deus, não arrogante, não irascível, não dado ao vinho, nem violento, nem cobiçoso de torpe ganância; antes, hospitaleiro, amigo do bem, sóbrio, justo, piedoso, que tenha domínio de si, apegado à palavra fiel, que é segundo a doutrina, de modo que tenha poder tanto para exortar pelo reto ensino como para convencer os que o contradizem" (Tito 1:5-9).

Leia esses trechos com bastante atenção. Os pastores na sua igreja têm todas essas qualificações? São homens? Casados? Pais de famílias? Com filhos crentes? Conhecedores da palavra? Hospitaleiros? Respeitados por todos? Irrepreensíveis? Professores capazes? Amigos do bem? Têm todas as outras qualidades citadas aqui? Homens com todas essas qualificações são uma grande bênção ao povo de Deus, e serão extremamente úteis nas igrejas locais onde servem como presbíteros. Mas, pessoas que não têm essas qualificações não são autorizadas por Deus a serem pastores. A igreja que escolhe pessoas não-qualificadas como bispos está desrespeitando a palavra de Deus. Pessoas não-qualificadas que aceitam o cargo de pastor estão agindo contra o Supremo Pastor. Presbíteros não-qualificados que continuam nesse papel estão violando a palavra de Deus.

É notável que essas passagens não falam nada sobre escolaridade, cursos superiores, cursos de teologia, diplomas, certificados de seminários, etc. Muitas igrejas têm colocado tais coisas como seus próprios requerimentos, deixando de lado as exigências de Deus.

Desafios atuais

Não é possível, num pequeno artigo como este, elaborar um estudo completo sobre pastores. O propósito deste artigo é desafiar cada leitor a estudar mais, procurando entender bem o que Deus revelou sobre liderança na igreja. Mas, não é o bastante ouvir a palavra. Tem que praticá-la (Tiago 1:22-25). Se você, ou a igreja onde você congrega, esteja agindo de forma errada, há uma solução só: arrepender-se e começar a obedecer ao Senhor. Pastores não-qualificados devem renunciar ou serem removidos do cargo, para não trazer a ira de Deus sobre a igreja. E se sua igreja insiste em manter pastor(es) não aprovado(s) de Deus, você terá que escolher entre Deus e os homens (Mateus 15:9; Josué 24:15). Tal igreja está desordenada (Tito 1:5) e não procede como deve (1 Timóteo 3:15). Igrejas que ainda não têm presbíteros devem encorajar todos os homens a se desenvolverem espiritualmente para serem qualificados, se possível, no futuro.

É bem provável que alguns leitores, especialmente os que fazem parte da liderança de algumas denominações, não gostarão deste artigo. Não aceite nada que vem de mim ou de qualquer outro homem; mas não rejeite nada que vem de Deus. "Porventura, procuro eu, agora, o favor dos homens ou o de Deus? Ou procuro agradar a homens? Se agradasse ainda a homens, não seria servo de Cristo" (Gálatas 1:10).

(Transcrito)


Em Cristo,
Helena